Dra. Laura Morais

Guia do paciente

Recebi a receita. E agora?

Depois da consulta vem a parte prática: autorização, importação, prazos e siglas. Este guia percorre o caminho inteiro, na ordem, em linguagem simples. Vale tanto para quem já se consultou quanto para quem está avaliando se quer começar.

Antes de tudo: a autorização da Anvisa é gratuita

O pedido é feito pelo próprio paciente, no site do governo, sem pagar nada, e a autorização vale por dois anos. Não existe taxa. Se alguém cobrar para fazer isso, está cobrando pela conveniência de preencher um formulário, não por um custo que exista.

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    Confira a receita antes de sair da consulta

    A receita é o documento que destrava todo o resto, e um detalhe errado nela custa semanas. Vale conferir na hora, enquanto ainda dá para corrigir sem burocracia.

    O ponto que mais reprova pedido na Anvisa é o nome do produto: a receita precisa trazer o nome comercial exato. Termos genéricos como “canabidiol”, “CBD” ou “óleo de cannabis” não são aceitos no pedido de importação.

    • Seu nome completo, escrito igual ao do documento
    • O nome comercial exato do produto, não o nome genérico
    • A posologia: quanto tomar, quantas vezes ao dia
    • Data, assinatura, CRM e o conselho profissional
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    Decida por onde vai comprar

    Existem três caminhos, e a escolha muda preço, prazo e burocracia. Não há um melhor para todo mundo. Há o que faz sentido para o seu caso, e isso pode e deve ser conversado na consulta.

    • Farmácia no Brasil: o caminho mais simples e rápido, com produtos já autorizados aqui. Dispensa o pedido de importação. Costuma ser o mais caro
    • Importação autorizada: exige a autorização da Anvisa, amplia muito as opções e tem prazo de entrega maior. O preço acompanha o dólar
    • Associação de pacientes: cultivo autorizado no Brasil, com os menores valores. Depende de vaga, de fila e de a associação atender a sua região
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    Peça a autorização da Anvisa, se for importar

    O pedido é feito no portal gov.br, pelo próprio paciente ou pelo responsável legal. É gratuito e a autorização vale dois anos, ou seja, não se repete a cada compra.

    Para produtos que já constam na lista predefinida da Anvisa, a liberação é imediata. Para os que estão fora dela, o pedido passa por análise, com prazo estimado de até 20 dias.

    • Formulário de importação de produto derivado de cannabis, preenchido
    • Receita médica dentro da validade, com o nome comercial do produto
    • Documento de identidade do paciente
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    Faça a compra e acompanhe a entrega

    Com a autorização em mãos, a compra é feita no fornecedor escolhido. Guarde a autorização e a receita: elas são apresentadas na alfândega, e podem ser pedidas de novo depois.

    Prazos de importação variam bastante e podem passar de um mês. Vale considerar isso ao planejar o começo do tratamento, para não ficar sem o produto no meio de um ajuste de dose.

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    Comece, observe e anote

    O início do tratamento é uma fase de ajuste, e a informação que você traz do dia a dia é o que orienta esse ajuste. Não precisa de nada sofisticado: uma anotação simples no celular já resolve.

    Anote a dose, o horário, o que melhorou, o que não mudou e qualquer efeito indesejado. É esse registro que transforma o retorno numa conversa útil, em vez de uma tentativa de lembrar como foram os últimos dois meses.

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    Volte quando for necessário

    O retorno é uma consulta como qualquer outra, pelo mesmo valor, e é só agendar de novo aqui pelo site. Não existe intervalo fixo: cada tratamento evolui no seu tempo, e o momento certo de voltar costuma ficar claro na primeira consulta.

    Alguns motivos comuns para remarcar antes do previsto: a dose não está fazendo efeito, apareceu um efeito indesejado, a receita está perto de vencer, ou a autorização da Anvisa precisa ser renovada.

Os quatro erros que mais atrasam o primeiro frasco

Nenhum deles é grave, e todos custam tempo. Conhecer os quatro de antemão poupa semanas de espera.

E quanto tudo isso custa?

A conta tem três partes: a consulta, a autorização (que é gratuita) e o produto, que é onde o valor varia de verdade, e muito, conforme a dose e o canal escolhido.

Ver as faixas de custo do tratamento →

Ainda não se consultou?

Este caminho começa com uma avaliação que verifique se há indicação clínica para o seu caso.

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